Bárbara Paz sobre a homenageada Renata Almeida Magalhães: “Representa uma geração de mulheres dedicadas ao fortalecimento do audiovisual brasileiro”
Texto-tributo está disponível no catálogo oficial do 54º Festival de Cinema de Gramado
Homenageada deste ano com o Troféu Eduardo Abelin, a produtora Renata Almeida Magalhães tem sua trajetória no cinema brasileiro reverenciada pela diretora, artista visual, atriz e produtora Bárbara Paz no catálogo do 54º Festival de Cinema de Gramado, disponível fisicamente no evento e também em formato virtual. Leia abaixo, na íntegra, o texto assinado por Bárbara especialmente para a homenagem da amiga e colega na edição deste ano:
Ela é mãe.
Mãe de Julia e Flora.
Avó de Raphael.
Mulher do seu grande amor, Cacá Diegues.
E, desse amor, nascem muitos filmes. Amor que transborda cinema, que vai além das telas…
Renata fez do cinema sua vida. Um caminho de amor e pontes entre tantos talentos e afetos. Tece essa rede de amores com maestria, pelo olhar atento de uma produção dedicada, com mãos que sempre embalaram o coletivo e que, hoje, representa como presidente da Academia Brasileira de Cinema.
Renata Almeida Magalhães representa uma geração de mulheres dedicadas ao fortalecimento do audiovisual brasileiro, e não poderia ser diferente ao ser a primeira mulher a assumir a Academia. Colocou no seu horizonte de realizadora que traria um Oscar para o Brasil. Renata, sua missão foi lindamente cumprida! Em 2025, recebemos o prêmio de melhor filme internacional com “Ainda Estou Aqui”.
Uma mulher que é apaixonada pelas duas maiores representações do Brasil no mundo: o futebol e o cinema. Mulher que transborda amor e que luta pelo seu futebol.
Uma das mais respeitadas produtoras do nosso cinema brasileiro, com mais de quatro décadas de entrega, de bastidores, de luta e de encontros que se tornaram parcerias para a vida toda, como ao lado de Cacá, seu companheiro de vida e de ofício, com quem construiu uma das duplas mais admiradas e premiadas do cinema brasileiro.
Renata produziu grandes filmes, como “Quilombo”, “Um Trem Para as Estrelas”, “Dias Melhores Virão”, “Tieta do Agreste”, “Orfeu”, “Deus é Brasileiro”, “O Maior Amor do Mundo, “Cinema Falado”, “O Grande Circo Místico” e “Aumenta que é Rock ‘n Roll”.
Seja no jogo da vida, seja no jogo do amor – afinal, a vida não permite ensaios, e o nosso roteiro não está sendo escrito por nós – há dor e há beleza nos seus olhos. E, com aquele sorriso largo, inconfundível, sempre levanta o copo e cita seu avô Dario: “Viver é uma honra!”.
Bárbara Paz, diretora, artista visual, atriz e produtora

































